Quem sou eu

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Olá, meu nome é Luciana Cardoso, moro em Viçosa, Alagoas. Sou professora do Ensino Fundamental I. No momento estou trabalhando na Escola Municipal Sítio Boa Vista . Sou casada tenho dois filhos Juninho e Guilherme, que são a minha motivação e inspiração para continuar nesta tarefa que tanto me realiza . É pensando neles que me vejo como mãe e formadora de cidadãos futuros e a cada dia me sinto mais forte para conseguir levar o encanto e o prazer que há na escola... Sou uma formadora , uma mãe, uma educadora realizada,feliz e que acredita em dias melhores.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

EDUQUE COM AMOR

Eduque com muito amor
Hélio Júnior

Se eu pudesse dar uma dica sobre o futuro da Educação deste país, seria esta:

EDUQUE COM MUITO AMOR!

Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável, além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar estes com você.

• Aproveite bem, o máximo que puder, o poder de seu conhecimento, seja ele científico ou não, pois ele sempre vai ajudá-lo.

• Dedique alguns minutos do dia para planejar seu trabalho, estabelecer objetivos e procurar executá-los passo a passo.

• Seja uma pessoa perseverante, pois, na escola, assim como na vida, o sucesso é traçado com as nossas atitudes.

• Não desanime. Nem sempre os resultados virão imediatamente. É assim para todo mundo. O que vale é saber que todo espaço é gratificante, principalmente se tratando de Educação.

• Acredite em alguns ditos populares, como “vestir a camisa”, “arregaçar as mangas”, “entrar com o pé direito”… Mas não leve ao pé da letra outros, como “dê o sangue pelo trabalho”, pois isso pode fazer mal a você.

• Não pense nos problemas particulares quando estiver no trabalho. Se fizer isso, conte-me como conseguiu.

• Entenda que colegas vão e vêm, mas nunca abra mão daqueles poucos e bons.

• Aceite certas verdades inescapáveis.

• A teoria é bem diferente da prática.

• Podemos chegar em casa exaustos, pensando em desistir de tudo, mas reconhecendo o nosso esforço. No final, veremos que tudo valeu a pena.

• Dedique-se a conhecer os seus alunos. É possível encontrar entre eles uma joia rara, um diamante que só precisa ser lapidado.

• Valorize as inteligências múltiplas.

• O aluno é um potencial em ação, e cabe a você, professor, descobrir quais são as suas maiores habilidades e, assim, apoiá-lo, ajudando-o a caminhar, porque o sucesso dele também é o seu.

• Atualize-se. Nunca deixe de estudar. Você logo perceberá a diferença daquele professor “sabe-tudo”, que dedicou seu tempo muito mais a aprender do que a compartilhar os conhecimentos adquiridos.

• Não tenha vergonha de “pagar mico”. “Pagar mico” é uma forma de divertir alguém, talvez até você mesmo.

• Seja irreverente e transmita alegria com sua irreverência. SORRIA!!! Não existe algo tão simples e tão intenso quanto um belo sorriso. Todos os dias, dê um sorriso de boas-vindas e, assim, com certeza, você perceberá que ele foi retribuído.

• Faça algo que até hoje nunca fizeram ou viram alguém fazer.

• Desperte a curiosidade dos seus alunos. Desafie-os. Deixe-os com aquela vontade de mostrar que aprenderam o que você ensinou.

• Desperte a fome nos seus alunos por aquilo que você pretende ensinar e nunca se esqueça de elogiá-los.

• Dance de acordo com a música e não saia do ritmo. Se for preciso, EXTRAVASE! Deixe a dança consumir seu corpo de forma nostálgica, permita-se sentir esse prazer.

• Não tenha medo de ser avaliado, talvez seja a melhor oportunidade de mostrar o bom trabalho que faz.

• “Use filtro solar.”

• Busque ser feliz, realizando-se interiormente. Quando se é feliz por dentro, tudo por fora reflete o nosso interior. Quando a alma está feliz, a prosperidade cresce, a saúde melhora, as amizades aumentam, os alunos fazem tarefas de casa e aprendem o que ensinamos. Enfim, o mundo fica de bem conosco, e a sala de aula reflete o que sentimos.

Não importa qual seja a sua escolha, ensinar é uma arte.

É a arte de despertar sabedoria e conhecimento.

É a arte de iniciar o diálogo e encaminhar o aluno para a aventura da vida.

É a arte de ensinar fórmulas, regras, raciocínios e de despertar para a realidade.

É a arte de recuperar a autoestima daqueles que poucas chances tiveram.

É a arte de estimular o processo de ensino para um futuro melhor.

Ser professor é despertar a magia do saber, é abrir caminhos de esperança. É desvendar o mistério do cálculo, da fala e da escrita, criando o real desejo de ser.

É por isso que digo isso a você, meu amigo:

O FUTURO DA EDUCAÇÃO DEPENDE DE TODOS NÓS.

Eduque sempre com muito amor.

O MENINO PINTOR

O menino pintor

O texto seguinte “fala” sobre o papel do professor em relação ao ato imaginativo do aluno: “O Menino Pintor”, escrito por Púllias e Young Earl, discute questões necessárias à reflexão em torno de ações educativas.
Pense: É melhor ganhar sempre o peixe do pescador ou aprender com o pescador a pescar? Após a leitura, comente com os seus “botões”.

O menino pintor

Era uma vez um menino que ia à escola
Ele era bastante pequeno
E ela era uma grande escola.
Mas quando o menino descobriu que podia ir à sua sala caminhando através da porta da rua, ele ficou feliz.
E a escola não mais parecia tão grande quanto antes.

Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora disse:
“Hoje nós iremos fazer um desenho”.
“Que bom” pensou o menininho.
Ele gostava de fazer desenhos.
Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos e ele pegou uma caixa de lápis e começou a desenhar.

Mas a professora disse: “Esperem, ainda não é hora de começar”.
E ela esperou até todos estarem prontos.
“Agora” - disse a professora.
“Nós iremos desenhar flores”.
“Que bom”. - pensou o menininho.
Ele gostava de desenhar flores.
E ele começou a desenhar diversas flores com seu lápis rosa, laranja e azul.

Mas a professora disse: “Esperem.
Vou mostrar como fazer”.
E a flor era vermelha, com o caule verde.
“Assim” disse a professora.
“Agora vocês podem começar”.
O menininho olhou para a flor da professora.
Então olhou para a sua flor
Ele gostou mais da sua flor.
Mas não podia dizer isto.

Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à da professora.
Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre a professora disse:
“Hoje iremos fazer alguma coisa com barro”.
“Que bom” - pensou o menininho.
Ele gostava de barro.
Ele podia fazer todo tipo de coisa com o barro: elefantes e camundongos, carros, caminhões.
E ele começou a amassar e juntar sua bola de barro.

Mas a professora disse:
“Esperem. Não é hora de começar”.
E ela esperou até todos estarem prontos.
“Agora”. - disse a professora.

“Nós iremos fazer um prato”
“Que bom” - pensou o menininho.
Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse: “Esperem.
“Vou mostrar como se faz”.
E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
“Assim” - disse a professora.
“Agora vocês podem começar”.
Então ele olhou para o seu próprio prato.
Ele gostava mais do seu prato que o da professora.
Mas ele não podia fazer isso.

Ele amassou o seu barro numa grande bola, novamente e fez um prato igual ao da professora.
Era um prato fundo.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora e muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.

Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho tinha que ir a outra escola.
Esta escola era ainda maior do que a outra.
E não havia porta da rua para sua sala.
Ele tinha que subir grandes degraus até sua sala.

E no primeiro dia ele estava lá.
A professora disse:
“Hoje nós vamos fazer um desenho”.
“Que bom” - pensou o menininho, e ele esperou que a professora dissesse o que fazer.
Mas a professora não disse nada.
Ela apenas andava pela sala.

Quando ela veio até o menininho disse: “Você não quer desenhar?”
“Sim”, disse o menininho. “O que vamos fazer?”
“Eu não sei até que você faça” - disse a professora.

“Como eu posso fazê-lo?” - perguntou o menininho.
“Da maneira de que você gostar”. - disse a professora.
“E de que cor?” perguntou o menininho.

“Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como posso saber quem faz o quê?”
“E qual o desenho de cada um?”
“Eu não sei”, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha
com um caule verde.

Earl, Púllias e Young, A arte do magistério



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